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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Debatendo o RPG: cancelamento da RPGCon 2012 atiça o tema "crise do RPG"

O cancelamento da RPGCon 2012 gerou grandes discussões e polêmicas na blogsfera RPGista. No facebook, mestres e jogadores tecem enormes discussões. Destacamos aqui um artigo sobre o tema; enquanto não publicamos nossa opinião, fiquemos com as palavras de Diogo Nogueira, do "Pontos de Experiência". 



Crise do RPG no Brasil - Fala Sério...
Por Diogo Nogueira

"Não rolou esse ano, mas os organizadores
merecem aplausos por mantê-la esses
anos todos. Ano que vem sai!"


"É, não vai ter RPGCon esse ano. Segundo alguns, isso é sinal do "Fim dos Tempos" para o RPG no Brasil. Ao que parece, isso só prova o quanto o mercado do Brasil é fraco, não se sustenta e está fadado a desaparecer. Além disso, alguns dizem que já anunciavam isso há muito tempo, que o cenário brasileiro está falido e que nada vende, ninguém joga e tudo acaba. Era óbvio que isso ia acontecer. Com o anúncio do cancelamento da RPGCon, logo viriam os arautos do apocalipse, falando para todos que quisessem, ou não, ouvir que o RPG no Brasil estava morrendo.

Bem, eu não sei quanto a vocês, mas eu não consigo enxergar isso não. Aliás, meus olhos me mostram algo totalmente diferente. Mas talvez seja somente eu, não é? De qualquer forma, como exercício para manter minha sanidade, vou enumerar as coisas que fazem com que eu ache que o cenário RPGístico no Brasil está caminhando bem. É importante frisar que eu não acho que estamos em um mundo ideal, claro que não, mas realmente acredito, e com base no que converso e tenho contato com pessoas envolvidas no meio (até tenho um envolvimento pequeno aqui e ali), que o RPG por aqui está caminhando firme, ainda com um longa estrada a sua frente, mas ele se levantou do tombo que tomou há alguns anos atrás.

1. Novas Editoras: Há alguns anos tínhamos apenas duas editoras no mercado brasileiro, a Devir e a Jambo (e antes ainda, só tinha a Devir e olhe lá). Cada um com seu acervo um tanto restrito de títulos, lançando seus jogos em uma cadencia um tanto lenta. Sim, houve a tradução de grandes títulos estrangeiros, como Vampiro, Lobisomem, GURPS, Dungeons & Dragons, e eles vendiam até bem (dizem que D&D 3ª edição vendeu 10 mil cópias, mas, afinal, é o jogo mais jogado do mundo). Mas em relação a RPGs nacionais, eles tinham uma expressividade muito pequena, a não ser por aqueles que vieram da antiga Dragão Brasil, liderada pelo trio Tormenta. Hoje, temos mais editoras do que eu me atrevo a citar (medo de esquecer alguma). Praticamente todas com jogos de autores nacionais e estrangeiros, de gêneros diversos, preços variados (uns mais acessíveis e outros menos), e com um fluxo de lançamentos constantes. Há quem diga, que se tem variedade, a quantidade de vendas é mínima (já que, teoricamente, o mercado está falindo). Bem, não é isso que as próprias editas dizem e demonstram (afinal, se eles não estão tendo retorno, porque continuam lançando tantas coisas novas? São loucos?). Tiragens se esgotam, edições de luxo vão para uma segunda leva, jogadores pedem por mais e mais lançamentos, jogos são lançados por financiamento coletivo. Enfim, pode ser que nenhum título, individualmente, venda 10 mil unidades, mas se juntarmos tudo o que foi produzido nesses últimos dois anos, não me surpreenderia se chegássemos bem próximos desse valor.

2. Encontros de Jogadores: Por todos os lados se espalham encontros de jogadores de RPG, organizados por eles mesmos, com apoio de novas editoras, lojas e outras coisas. O jogador brasileiro percebeu que não precisa ficar dependendo de um "líder" para organizar algo e fazer o hobby crescer, ele mesmo pode e deve fazer isso. Hoje, aqui no Rio de Janeiro acontessem diversos encontros de jogadores, dois deles que eu frequento, contam com mais de 40 participantes todos os meses, e não são sempre as mesmas pessoas (eu vou no Saia da Masmorra e no Dungeon Carioca). Sei que pelo Brasil acontecem diversos outros encontros, como o RPG Pará, RPG Salvador, RPG 4 Newbies (de Porto Alegre), o D30 em Brasília, Quero Jogar RPG em Belo Horizonte, entre outros (quem quiser e puder, por favor, deixe nos comentários onde há mais encontros). E é nesses lugares que eu vejo que o hobby está crescendo sim. Todo encontro eu vejo gente nova, que não via antes. Gente que nunca jogou nada e está indo ali conhecer. Vem namorada, filho, sobrinhos, enfim, gente que adiciona ao hobby. Sem contar que esses encontros estão trazendo diversos dinossauros do RPG de volta a luz. Gente que tinha parado de jogar e agora está voltando graças aos encontros, conhecendo gente nova e formando novos grupos.

3. RPG Nacionais: Para mim, outro forte indício de como o cenário nacional está caminhando na direção certa, é o surgimento de diversos títulos brasileiros, que caem no gosto da galera facilmente. No passado divemos algumas editoras, como a GSA (de Tagmar, Desafio dos Bandeirantes, Millenia), tivemos jogos como o Defensores de Tóquio (que está aí até hoje, firme e forte), o Sistema Opera, Daemon e outros, mas que não andaram desaparecidos. Agora, temos diversos títulos saindo em intervalos constantes. Temos o Old Dragon (que atrai tanto novatos como veteranos), o Abismo Infinito (Horror Pessoal que deixa no chinelo muito título importado); o Terra Devastada (Sobrevivência ao Apocalipse Zumbi, com sistema que deixa você fazer de tudo); Space Dragon (Ficção Científica Pulp); Mighty Blade (Fantasia Medieval simples e heróica); Violetina (Jogo Narrativo a lá filmes do Tarantino); Tagmar II (Revisão e ampliação do primeiro RPG Nacional); e outros que não consigo lembrar e estão por vir, muito em breve. Hoje, ninguém tem vergonha de jogar um título nacional. Diferente da mentalidade que algumas pessoas tinham há alguns anos de que só o que prestava era o que vinha de fora.

4. Repercussão Internacional: Falando dos títulos nacionais, é legal comentar que eles estão tendo repercussão lá fora também. O Old Dragon, por exemplo, já apareceu diversas vezes sendo citado e comentado no mais conhecido blog Old School, o Grognardia. O Violentina, do Eduardo Caetano, foi citado em convenções, fóruns e outros lugares e está sendo requisitado para traduções lá para fora. O Brasil vem se destacando no mercado exterior com suas novidades e jogos. Se isso é um cenário em crise, é uma pena que essa crise não tenha começado antes.

5. World RPG Fest: Tudo bem, não rolou RPGCon, mas rolou World RPG Fest! Sim, este é um encontrão, um eventão, no nível da RPGCon, com convidados internacionais, palestras, workshops, estandes de editoras e tudo mais. Sabe quem foi lá esse ano? Monte Cook, um dos designers de jogos mais aclamados do mundo! Cara, o evento foi um sucesso e ano que vem promete ser mais ainda. Ou seja, continuamos a ter um grande evento, se rolar RPGCon, teremos dois.

Enfim, pode ser que tudo que eu tenha dito aqui não passe de delírios meus. Afinal, eu sou só um cara que gosta de RPG e escreve na internet no seu blog e quer chamar atenção (alguns usam adjetivos ainda piores para mim, mas vai que tem criança lendo isso). Mas é isso que eu penso e vejo por aí, inclusive confirmando informações com pessoas da Redbox, Retropunk, Coisinha Verde.

Mas e vocês, o que vocês acham? Acham que isso tudo é só uma ilusão, moda temporária, fogo de palha? Ou acham que estão sendo criadas bases para um desenvolvimento maduro do hobby? Ou acham que não existe nada disso que eu falei e estou inventando tudo isso?"

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Monte Cook Sai? O D&D não morrerá.


Ok, muitos ficaram pessimistas e chocados com a saída do Monte Cook do projeto de desenvolvimento do D&D Next, mas isto não acabará com o D&D. Aliás deve é criar filhotes...

Como os fãs que acompanham o desenvolvimento da nova versão do Dungeons and Dragons sabiam, Monte tocava a Pesquisa e Desenvolvimento do D&D Next na Wizards e comandava uma das colunas mais lidas do site, a fonte de muita especulação e informações a respeito do tema, a  Legends & Lore.

Dia 25 de Abril ele anunciou em seu blog e nas mpidias sociais que estava deixando a empresa e saindo do projeto. Cook foi educado e cavalheiro ao citar que a equipe que toca o projeto é super talentosa e que acredita acabará fazendo um grande trabalho.

Fez questão de citar os ex-companheiros de desenvolvimento como Mike Mearls, Jeremy Crawford, Bruce Cordell, Rob Schwalb, Miranda Horner, Tom LaPille, Rodney Thomson, Greg Bilsland, Matt Sernett, Rich Baker e James Wyatt, que já assinaram diversos suplementos atualmente e em versões anteriores.

Também deixa no ar que pode sim ainda dar consultoria e apoio ao projeto quando solicitado e achar conveniente. Monte Cook não esclareceu os reais motivos pelos quais rompeu com a editora onde ajudou a desenvolver grande parte do D&D em sua terceira edição ao lado de nomes como jonathan Tweet, e Skip Williams

Começando a trabalhar como desenvolvedor de jogos em 1988, atuou a frente dos títulos de empresas como a Iron Crown Enterprises e foi editor de revistas importantes como a Rolemaster e a Champions, Acabou chamando a atenção dos caras a frente da lendária TSR para onde foi em 1992.

Começando com o desenvolvimento dos módulos Labyrinth of Madness (1995) e  A Paladin in Hell (1998) para o D&D, acabou se dedicando a diversos suplementos ligados a Planescape, um dos títulos mais queridos pelos fãs até hoje.

Em 2001 Cook fundou a  Malhavoc Press com o intuito de lançar produtos voltados a linha d20 System onde logo de cara fez sucesso com o primeiro título chamado “The Book of Eldritch Might”. É considerado um dos maiores responsáveis pela viabilidade de vender livros de RPG em PDF, forma pela qual acreditava alcançar muito mais jogadores e mestres. O título mais reconhecido deste período para alguns é o  Arcana Unearthed, que apresentava diversas possibilidades diferentes para os jogadores que só usavam o Player's Handbook 3.0 da Wizards.


Em paralelo Monte Cook continuou trabalhando de forma independente para a Wizards desenvolvendo algumas versões de títulos voltadas ao D20, como o clássico Call of Cthulhu.

Em setembro de 2011 acabou retornando a Wizards onde iniciou os trabalhos de renovação do D&D. Agora sai novamente alegando certas “diferenças em relação a opiniões da companhia”.

Agora percebendo a imensa experiência do veterano jogador e mestre, certamente onde quer que vá nos apresentará algo que valerá a pena.

Blog do Monte Cook:Aqui


Via: Spell Brasil

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

iPhone 5 virá com cortador de unhas, revela Apple.


Fim do mistério. Após muitos boatos e até vídeos falsos sobre as novas funcionalidades do iPhone 5, a Apple finalmente resolveu se pronunciar. A empresa revelou que a tão esperada versão nova do iPhone virá com um aplicativo muito útil: um cortador de unhas embutido. A Apple não admite, mas especialistas dizem que além do cortador de unhas o iPhone 5 também virá com um aplicativo que tira sementes de melancia.


Mesmo sem uma previsão de lançamento, o anúncio da nova funcionalidade levou centenas de fãs para a porta das Apple Stores. Ainda não se sabe o real valor do novo aparelho, mas estima-se que o iPhone 5 tenha o preço equivalente a um rim de um humano adulto.


VIA:http://www.sensacionalista.com.br/

sábado, 4 de fevereiro de 2012

RPG: Um jogo de mente aberta?


RPG: Um jogo de mente aberta?



Bem por onde começar... Que tal pelo começo né?
Pois bem, ultimamente eu tenho vivido umas fases um tanto tristes, mas não é nada pelo fato de eu ser um jovem garoto estudante de artes visuais, e nem por eu ser RPGISTA. Tampouco por eu ser gay. O que realmente tem me afligido é a capacidade de um ser humano de aceitar o seu próximo.

O que leva a um RPGista, a conseguir interpretar um vampiro, um elfo, um anjo ou um demônio. Mas esse mesmo RPGista não compreender que nós não somos maquinas programadas para seguir um padrão e morrermos seguindo esse padrão.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A nova era de ouro do RPG


É lugar comum no meio RPGístico, centralmente entre os jogadores que passaram jogando pelo período do início da década de 90, afirmar a existência, e também o fim da “era de ouro” do RPG. Com a ajuda de alguns veteranos, recolhi informações para ter um conceito sobre o que seria essa tal “era”.

Um conceito para “a era de ouro do RPG”

Fala-se sobre um período em que o RPG vivia grande escassez de material e livros disponíveis mesmo para a compra do público brasileiro. O que muito se fazia era a reprodução por fotocópias de material, daí um jargão usado no meio RPGistico da tal “geração xerox”, que convivia com o fato de ter poucos materiais traduzidos (diante da esmagadora maioria da produção em RPG ser dos EUA) ou dos que existiam nem chegarem a muitos lugares; o contato pessoal era uma das principais formas de troca de informações e livros fotocopiados. O jogo se disseminava praticamente apenas via contatos pessoais, na “raça”, sem o suporte de mídias poderosas como hoje temos, por exemplo, a internet. Além do mais, alguns apontam que os livros da época eram mais voltados para uma boa ambientação de cenário do que para muitas regras e montes de suplementos; no geral é algo que vem envolto em um certo saudosismo, apontando para a realidade de hoje como um momento em que a qualidade de outrora do jogo teria se perdido para a moda e os estereótipos atuais, e até mesmo que antes haviam mais jogadores.