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sábado, 25 de agosto de 2012

RPG e Crimes no Brasil | INOCENTE!


O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil
Carta aberta à mídia.
Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes.

O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.

TERESÓPOLIS

Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.

Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo porque sua filha (a VÍTIMA, que NÃO jogava RPG) andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”).

Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo.

O verdadeiro assassino das garotas foi preso após o 5o crime, depois da prisão do RPGista; era um cigano e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.

A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da “Escolinha Base”, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.

OURO PRETO

No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.

Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.

De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.

Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.

Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).

Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos injustamente (que NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.

GUARAPARI

Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.

O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.

O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma).

O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” Mayderson e Ronald…

O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.

É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.
Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.

Via: Daemon

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

INTERNET, GAMES, MORTE E SOLIDÃO



 
Uma resenha muito boa que encontrei no Real Nerd e não pude deixa de posta-la no Blog.

Recentemente, um taiuanês de 18 anos morreu após permanecer 40 horas consecutivas em uma lan house jogando Diablo 3. Em fevereiro, um homem foi achado morto em Nova Taipei após jogar League of Legends por 23 horas. No ano passado, um chinês também faleceu em Pequim após jogar online por três dias seguidos. Deixando o âmbito dos games, pessoas também já morreram depois de ficarem dias conectadas em suas redes sociais, tudo regado a muito energético. O que estes fatos revelam? Vício em internet? Se a resposta é “sim”, seria um fator isolado? O que, afinal, estaria fazendo com que as pessoas transformassem algo que deveria ser algo útil e divertido em morte?


Gosto muito de games. Escrevo e leio sobre eles. Jogo todos os dias. Estou sempre por dentro de lançamentos, novidades e fatos curiosos sobre o fantástico mundo dos jogos eletrônicos. Da mesma maneira, não fico um dia sem me conectar à internet. Talvez você também seja como eu – é bem provável que sim, se estiver lendo este artigo. Entretanto, nem eu nem você nos suicidamos lentamente na frente de uma tela. Creio que o problema não está no jogo ou no instrumento de comunicação e interação social, mas uma nova ordem mundial, altamente individualista, caótica e vertiginosa, que leva os indivíduos a se distanciarem de suas caracacterísticas básicas, entre as quais está se configurar como um ser social. Estamos na era da solidão. E isso, sim, mata.


Nada é mais voraz, nada é mais devastador à alma humana do que a sensação de estar sozinho. Tudo é mais difícil, escuro e sem vida, e a opacidade do mundo torna-se a opacidade do espírito. Estar só é, na verdade, estar desprovido do sopro da vida; é ser um zumbi, caminhando lenta, descompassada e ignorantemente por um planeta totalmente morto, totalmente cadavérico, totalmente incerto e perigoso.

Todo ser humano tem a impossibilidade da ausência de carência, afirmam os psicoterapeutas. É impossível que alguém se sinta completamente preenchido, completamente abrigado, dependendo apenas de si próprio. A solidão deixa marcas mais profundas no ser do que qualquer outra coisa. A sensação de ser rejeitado, inútil e abandonado é letal; vai, aos poucos, dominando o homem, transformando-o numa massa inerte, sem vida, sem vontade de prosseguir e o guiando para um caminho que não levará a outro lugar senão ao nada. A censura íntima vai, aos poucos, sendo anulada, até que não haja outro pensamento na mente daquele que se sente só que não seja o desejo incontrolável de desaparecer, de cessar o sofrimento, da dar cabo da própria vida: sem eufemismos, de se suicidar.



Solidão e depressão caminham de mãos dadas. É fácil até mesmo para um leigo descobrir, em 90% dos casos, as causas da depressão: abandono emocional. Na verdade, o depressivo é duplamente abandonado, porque não só é jogado à margem de uma sociedade mesquinha e potencialmente exclusiva como também abandona-se a si mesmo, cedendo ao jogo da culpa e, numa espécie de julgamento reflexivo, toma o lugar simultâneo de réu, promotor e juiz e sentencia-se … algumas vezes à morte.

A alma solitária grita, clama por migalhas de carinho, de atenção, de amor. Já não pode mais, provavelmente, corresponder a este amor, porque nada lhe resta: se um dia houve em seu peito um coração, nada mais há além de um pedaço morto de qualquer carne. Consumido por múltiplas noites de choro e insônia, definha lentamente, como uma pequena flor abandonada num jardim, privada de água…


Nada, nada satisfaz de maneira mais completa o solitário do que estar junto de alguém. Nada é mais valoroso. Isso porque não fomos de maneira alguma, projetados para a solidão. Pelo contrário, somos seres dotados de uma série de habilidades, defeitos, qualidades, falhas…  E de que elas serviriam se nós as guardássemos apenas para nós mesmos? Que poço de auto-suficiência perduraria ante as tribulações da vida, que nos secam por dentro, que nos deixam absolutamente sem rumo? Que muralha de otimismo e auto-estima não cederia ante a dor, a tristeza, a morte? Entretanto, o ritmo em que vivemos nos força a sublimar nossa necessidade de conviver com pessoas. Relacionamentos são difíceis de serem cultivados, exigem tempo, que não temos. Muitas vezes, acabamos compensando esse vazio com uma socialização rarefeita, artificial e falsa. Os games e a internet são importantes e úteis; entretanto, pensar que eles podem substituir as relações humanas é algo patológico e, como tal, pode matar.

Há certos acontecimentos na nossa vida que nos fazem perceber o quanto somos fracos. Absolutamente fracos. Sem uma companhia, qualquer companhia, sem alguém com quem possamos contar, não somos nada: apenas um rótulo; apenas solidão.  Solidão que a internet e o ritmo devastador da vida podem potencializar e nos fazer esquecer de valores tão simples como o companheirismo e a amizade.

Via:Real Nerd


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Negros, gays, casamentos e como as HQs devem ser um retrato da evolução da sociedade



Homossexualismo e quadrinhos. Dois temas que não pareciam ter muita ligação até um mês atrás, mas que agora tomam as manchetes de muitos veículos que cobrem a indústria das HQs em todo o mundo, principalmente por conta dos mais recentes movimentos das duas maiores editoras dos EUA. De um lado a Marvel irá casar, no próximo mês, o personagem assumidamente gay Estrela Polar, que faz parte dos X-Men. Do outro, a DC anuncia que um importante personagem da editora, antes hetero, agora será gay em sua versão pós-reboot – e provavelmente este cara é o Lanterna Verde original, Alan Scott. Enquanto isso muitos leitores elogiam, ouros criticam e esboça-se um movimento da sociedade conservadora dos EUA por conta disso tudo.
Mas, afinal, o que está acontecendo?



É bom que se diga que as histórias em quadrinhos são um fiel retrato da sociedade. Para você pode parecer estranho como gibis cheios de caras com roupas colantes e com superpoderes tenham essa ligação, mas ela é óbvia e importante para a sobrevivência do próprio meio. O Superman, por exemplo, surgiu como uma resposta aos tempos da Grande Depressão dos EUA, sendo uma forma barata de se entreter e para fazer a população imaginar que existia alguém mais forte lutando por eles. Na Segunda Guerra Mundial o Capitão América foi criado para ser uma propaganda em prol dos States, um enviado da pacifica América para combater os malvados europeus (bom, era o que eles acreditavam). Nos anos 60, o Homem-Aranha surgiu como uma resposta para a garotada que não tinha mais ídolos e que buscava alguém mais próximo a eles para se identificar.
Sendo assim, para continuarem vivos, os quadrinhos devem beber da nossa realidade – até para garantir a polêmica e, por consequência, as vendas. Por isso os gibis são um retrato da evolução da sociedade e do fim, ou melhor, da diminuição dos preconceitos.

E, por isso tudo, é válido fazer um paralelo entre a presença dos homossexuais e dos negros dos quadrinhos.

Negros nas HQs
Por uma série de motivos que mais cabem em uma tese de sociologia do que aqui, os quadrinhos demoraram para dar espaço aos negros em suas páginas, muito por conta do preconceito na sociedade estadunidense. Quando apareciam, eram como vilões ou como personagens menores. Foi apenas em 1965 que surgiu o primeiro gibi estrelado por um herói negro, o Lobo, pela hoje desconhecida Dell Comics – e que chegou a ser a maior editora de quadrinhos do mundo. Na Marvel foi só em 1969 que a editora criou seu primeiro herói negro, o Falcão, e foi em 1972 que a Casa das Ideias lançou o primeiro gibi estrelado por um personagem com a mesma etnia, chamado Luke Cage, Hero for Hire.

Na DC, um dos grandes momentos da quebra deste paradigma foi na revista Green Lantern/Green Arrow, na qual o anárquico Arqueiro Verde mostrava ao certinho Lanterna Verde Hal Jordan a realidade dos EUA. Entre edições que abordavam temas como consumo de drogas, obsessão religiosa e preconceito, a dupla de quadrinistas Dennis O’Neil e Neil Adams introduziu um novo Lanterna Verde, negro, chamado John Stewart. Isso foi na edição 87, de 1971, que escancarava não só o preconceito da sociedade, mas também preconceito do próprio Hal Jordan.

Lois Lane e o papo estranho com o Superman (click para ampliar)

Se heróis afro-descendentes eram raros, imagine então relacionamentos inter-raciais. Por algum tempo o máximo que a DC chegou perto disso foi em 1970, quando a editora lançou Superman’s Girlfriend Lois Lane #106, no qual a eterna namoradinha do Azulão virava… negra! Isso porque ela estava curiosa sobre como era a ~vida~ entre os negros que viviam em uma parte de Metrópolis chamada “Little Africa”. Mas, antes de ir até lá, ela chega para o Superman e pergunta na lata: “Agora que sou negra, você casa comigo?”. “Você continua vulnerável aos meus inimigos”, responde o Azulão avisando que cor de pele não tem nada a ver com o assunto. E lá foi a Lois entrar na parte negra da cidade em uma época que todo mundo achava normal existir um bairro ~fechado~ a determinada etnia. Com o tempo as barreiras foram caindo. Hoje, por exemplo, Luke Cage é casado com Jessica Jones (que é branca) e lidera uma das equipes d’Os Vingadores. Já John Stewart é um importante personagem dentro da Tropa dos Lanternas Verdes e da DC.

Gay é o novo negro
No mundo, hoje, não há nada mais real e polêmico que a união homossexual. Estamos naquele momento que a causa já foi reconhecida por vários governos e abraçada por muitas organizações que nem LGBT são. O presidente Barack Obama, em plena campanha para a reeleição nos EUA, já disse abertamente que apoia a aprovação nacional do casamento entre pessoas do mesmo sexo – algo que é regulamentado apenas em alguns estados.

Dá para dizer que o gay hoje é o negro dos anos 70.

Como o debate já chegou até nas eleições presidenciais, nada mais justo do que estar nos quadrinhos. Desde o começo dos anos 90 a Marvel tem ampliado aos poucos seus esforços neste sentido. O Estrela Polar foi criado em 1979, mas foi em 1992 que o personagem se assumiu homossexual – na época foi motivo de críticas e manchetes. De lá pra cá outros personagens assumiram sua homossexualidade ou já foram criados como sendo abertamente gays, mas todos sem a mesma importância do Estrela Polar. E depois de deixar o personagem ~sozinho~ por um bom tempo, foi em 2009 pela primeira vez a Casa das Ideias deu ao mutante um companheiro, chamado Kyle.

Batwoman, a grande heroína lésbica da DC

Na DC, mais conservadora que a sua concorrente, personagens gays tiveram menos importância ainda. Uma das primeiras a ser abertamente homossexual foi a policial Renee Montoya, que surgiu na série Batman – The Animated Series nos anos 90 e foi incorporada às HQs. Tempos atrás a Renee foi o trampolim para aquela que é, até hoje, a personagem lésbica mais importante da editora, a Batwoman, que passou por vários atrasos no lançamento de seu gibi mensal – fato que alguns ligaram justamente com o fato dela ser gay. Além disso, a própria policial se transformou em heroína, a nova Questão.

Só que foi a pequena e tradicional Archie que deu o primeiro salto. Agora em março, a editora dona de franquias como Sabrina e do próprio Archie, casou o personagem Kevin, um veterano da Guerra do Iraque, com o médico que cuidou dele após um ferimento de guerra, chamado Dr. Clay.


Muita gente chiou, reclamou e protestou. A organização conservadora One Million Moms convocou um boicote do gibi no qual isso aconteceu. O resultado? A edição vendeu tão bem que esgotou.

Isso chamou a atenção da DC e da Marvel. Afinal, se a pequena Archie conseguiu tanta repercussão, o que elas conseguiriam? Sem contar que essa era mais uma demonstração de que o casamento gay tem uma importância tão grande na sociedade que deve ser sim reproduzida nos quadrinhos.

A primeira delas a se movimentar foi a Casa das Ideias, anunciando que Estrela Polar casará com Kyle no próximo mês. Depois foi a Distinta Concorrência, que, sem um grande personagem gay masculino para casar, anunciou que um importante herói da DC terá a orientação sexual mudada. Pelas informações que surgiram, este cara será o Alan Scott, o primeiro Lanterna Verde.

O novo Alan Scott na capa de Earth 2 #3

Caso não conheça o Alan, aqui vai uma breve retrospectiva: trata-se de um herói da Era de Ouro, criado em 1940 e que não tem mais a mesma importância desde a década de 50. Sem qualquer ligação com a Tropa dos Lanternas Verdes, ele originalmente se casou e teve dois filhos, os heróis Manto Negro e Jade. O novo Alan Scott, pós-reboot, vive em um universo alternativo e está sendo estabelecido agora pela DC. Não preciso dizer que muitos fãs não estão gostando dessa mudança. Talvez não por preconceito, mas sim por mudar algo já amplamente registrado. Talvez tivesse sido mais interessante criar um novo herói gay, mas pense um pouco como a DC: o Lanterna Verde teve um filme recentemente – mesmo que estrelado por um personagem completamente diferente – e falar que ele é gay dá mais buzz.

Conservadorismo e crianças
Não preciso nem dizer que a parte conservadora da sociedade já está se movimentando. Mais uma vez a organização One Million Moms se pronunciou, afirmando que “as crianças desejam ser como os super-heróis, imitando as ações deles e até vestindo roupas que lembrem estes personagens o máximo possível. Você pode imaginar um pequeno garoto falando ‘Eu quero um namorado ou marido como o X-Man?’. Isso é ridículo! [...] Estas empresas estão influenciando pesadamente nossa juventude usando os super-heróis das crianças para dessensibilizar e fazer uma lavagem cerebral em suas cabeças para que eles acreditem que o estilo de vida gay é uma escolha normal e desejável. Como cristãos, sabemos que a homossexualidade é um pecado (Romanos 1:26-27)”

One Million... MILFs!?

Nem entrarei no mérito se o estilo de vida gay é uma escolha normal – na real acredito que deva ser uma escolha difícil, principalmente por conta de organizações como essa – mas a One Million Moms se equivoca ao afirmar que quadrinhos de super-heróis são para crianças. Não são, apesar do que muitos acreditam.

Uma recente pesquisa encomendada pela DC (feita nas comic shops dos EUA, internet e uma lista de e-mails online) analisou quem seriam os compradores de Os Novos 52, que é o nome editorial do reboot na cronologia. Apesar da intenção de atrair um público um pouco mais jovem, a pesquisa feita pela Nielsen identificou que apenas 1% dos compradores ouvidos em comic shops e na lista de e-mails têm até 17 anos. Ainda nas comic shops, a maior parte dos leitores têm entre 25 e 35 anos (representam 42%), seguido por aqueles que têm entre 35 e 44 (34%). Os jovens entre 18 e 24 anos são apenas 14% dos compradores de Os Novos 52.

“Ah, mas os mais jovens compram tudo pela internet”, alguém deve responder. Não é bem assim. Se considerar apenas o questionário feito pela web, a maior parte dos leitores continua tendo entre 25 e 34 anos (40%), seguido por 35-44 (27%) e, aí sim, por quem tem entre 18 e 24 (22%). Os adolescentes entre 13 e 17 anos são apenas 2%.

Bunker, dos Novos Titãs, um personagem gay criado pela DC após o reboot

Ou seja, quem lê HQs da DC (e provavelmente da Marvel) não é criança, muito menos adolescente. São jovens adultos e até pais de família, gente com a orientação sexual formada há tempos e que tem amigos gays – isso se ele próprio também não for homossexual assumido. União estável entre pessoas do mesmo sexo já faz parte do dia a dia dessas pessoas (seja no noticiário ou nas pessoas em volta), então nada mais natural do que também estar no gibi.

Todos precisam perder esta ideia de quem super-heróis são para crianças. Não são mais. Não nos quadrinhos. Claro, desenhos animados, filmes e outras produções atraem o público mais jovem, mas aí o papo é outro.

Na realidade, as crianças e adolescentes estão lendo mangás. E as produções japonesas já lidam com a questão do homossexualismo há muito mais tempo que os gibis ocidentais – e com muito menos preconceito, afinal, por exemplo, um personagem ~afetado~ no mangá não quer dizer que ele seja, necessariamente, homossexual. É apenas a personalidade dele, que deve ser aceita.

No fim das contas a união estável entre homossexuais já está aí, faz parte da nossa sociedade e não deve demorar muito para ser regulamentada na maioria dos países democráticos, inclusive no Brasil. Ter personagens gays nos quadrinhos e acompanharmos a união entre eles se tornará mais e mais comum.

Resta a você apenas aceitar isso.

Via Actions e Comics

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Assista “Wrath”, curta animado de Diablo III

O grande dia está chegando, diablomaníacos! A terceira parte de um dos games mais cultuados pelos RPGistas mundo afora estará finalmente disponível para nosso deleite dia 15 de maio. Enquanto esse dia não chega, para aplacar nossa ansiedade, a Blizzard já disponibilizou várias imagens, vídeos e até a versão beta do jogo. No entanto, Diablo III atacará ainda em outras mídias! A primeira delas que a Blizzard tem o prazer de nos apresentar é o curta metragem animadoWrath (“Ira”, em tradução livre). A animação foi produzida pelo estúdio Titmouse, com roteiro de Chris Metzen (diretor de desenvolvimento da Blizzard) e direção do veterano Peter Chung (Aeon Flux, Fantasma 2040, Fúria de Riddick e Animatrix). Com pouco mais de cinco minutos, o curta nos leva a uma batalha da eterna guerra entre anjos e demônios. Somos apresentados aos outros quatro arcanjos, companheiros do já conhecido Tyrael. Em sua luta contra as trevas, eles irão enfrentar uma armadilha orquestrada por ninguém menos que Diablo, Lorde do Terror…
Logo abaixo, você confere a animação (não esqueça de ativar a opção de legendas do Youtube) e também um vídeos dos bastidores (já legendado), onde a equipe da Blizzard, do estúdio Titmouse e o diretor Peter Chung falam sobre a experiência de desenvolvimento de Wrath.
Diablo III – Wrath


Diablo III – Bastidores de Wrath




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SELO ALADO DE FODACIDADE
Pq será?

terça-feira, 8 de maio de 2012

Marvel disponibiliza 268 HQs gratuitamente online #WHATS????

Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Thor e mais outros 5 mil personagens de HQs, que fizeram parte da imaginação de grande parte do mundo, estão disponíveis gratuitamente na internet.
A editora americana Marvel disponibilizou 268 títulos, de seu vasto acervo de histórias em quadrinhos online. Uma mistura de edições antigas e mais recentes. Entre a lista de edições estão clássicos como Capitão América e Os Vingadores; e raridades como a Amazing Fantasy #15, de 1962, e a HQ de estréia do Homem-Aranha, cujo original custa, em média, duzentos mil dólares.
Para acessar o conteúdo clique aqui.

Via Catraca Livre
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OS NERD PIRA!!!!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

É A HORA DO TRAILER DO MONGE EM DIABLO III

Como se já não bastasse Diablo III por si só deixar jogadores malucos com o novo capítulo da série, a dublagem brasileira está sendo incrivelmente elogiada. Especialmente quando os mais nostálgicos ficam exasperados ao jogarem com um Bárbaro com a voz do Pumba.
E agora, chegou o terceiro trailer descritivo das classes de Diablo III, explicando como será jogar com o Monge. Junto da versão gringa, chegou também a versão em português, e você confere logo abaixo.
Você também pode ver os trailers do Bárbaro e do Caçador de Demônios clicando aqui, além de comprar a sua cópia física de Diablo III no Sr. Saraiva!

Via JNN

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Já escolhi a minha classe, e você?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

X-Men: Crossers - A Brigada Mutante pt. 1

Vigiando o Impossível
SENTIDO! Senhor, este post iniciará a série responsável por introduzir os leitores a mecânica interna do exercito de combate mutante, BRIGADA MUTANTE. Patentes, equipamentos, figuras icônicas, comportamento, punições, antagonistas e, como principal destaque, os projetos. Devo salientar que, apesar de muito rico, este material ainda está incompleto, logo muitos aspectos ainda ficaram em vazio e outros serão discutidos futuramente, SENHOR!

1-Quartel General
Localização do Vaticano
Sediado no Vaticano (Stato della Città del Vaticano), a principal base da BM aparenta ser muito maior do que comportaria este pequeno país (Acredita-se que os raros mutantes com teleporte criam portais dimensionais que expandem a área total da base. - Isso, é claro, ainda não foi provado).

O QG possui: A Asa, um pequeno aeroporto, da qual as naves são alojadas em um nível subterrâneo, sendo apenas vistas em ação; O Bosque, uma área de treinamento campal (há rumores que existem gigantescas criaturas advindas de experiências com skrulls vivendo lá, usadas nos treinamentos de sobrevivência - Novamente, ainda não foi comprovado.); O Ninho,  alojamentos com área de alimentação, exercícios, apoio médico e salas de lazer; A Forja, área de pesquisas tecnológicas e biológicas, sendo estas vistas como referências em tecnologia bélica e fisiologia mutante (tudo isso conquistado através dos, também raros, mutantes com super inteligência); A Paróquia, centro de operações onde repousa toda área administrativa, sensorial e judiciaria da BM. Esta área também hospeda O Papa.


Cada uma desses departamentos é de responsabilidade de um Tenente, que possui uma certa autonomia na normas desses locais. Um exemplo é o Tenente Uat Unoko, codinome AstraBlade, atual responsável d'A Asa, nenhum veiculo sai do subsolo sem ter sido autorizado por um documento assinado por ele em pessoa. (algo visto por muitos como exagero, mas não se discute com um militar de alta patente...).Existem muitas áreas ainda não detalhadas, que serão melhor descritas em suplementos futuros, mas estas descritas acima são as com o que os soldados  mais irão entrar em contato.
Vale lembrar que, a BM possui muitas bases avançadas espalhadas pelo mundo, que apesar de seguirem as normas principais do Vaticano, sempre possuirão pequenas discrepâncias culturais.Um dos poucos países desprovidos destas é o Brasil, que apesar de possuir uma boa relação com a BM - tendo inclusive um acordo que envolve treinamento e troca de equipamentos-, preferiu manter uma força própria de combate super-humano, a Polícia Mutante, optando por um tratado de não-intervencionismo.

>>>PRÓXIMA PARTE: RELAÇÕES INTERNACIONAIS E INGRESSO DE RECRUTAS.